Sustentabilidade

São as pessoas que fazem os negócios e não os negócios que deveriam moldar as pessoas.


Se fizermos esse breve exercício, iniciando essa conta a partir de pessoas, você enxergará que muitos negócios não se sustentam ou não foram criados para serem sustentáveis.


Diariamente me questiono se uma faxineira deveria ganhar menos que a secretária só porque ambas possuem habilidades e inteligências diferentes.


Não julgo nenhuma profissão melhor ou pior, todas são fundamentais e suprem necessidades humanas.


As pessoas não poderiam escolher em que área elas querem trabalhar de forma feliz, saudável e bem remunerada? E ainda que não consigam vagas, não poderiam achar outras opções com as mesmas oportunidades?


Por que empurramos essa disputa por cadeiras para a sociedade, já não entendemos que a meritocracia não é um valor? Não são todos importantes?


Já não entendemos que nem todos serão líderes na corrida da vida e tudo bem?

É, nada está fácil, há muito o que se fazer, eu particularmente acredito que a conta dos negócios devem partir do custo básico para uma vida digna, incluindo: moradia, alimento, transporte, saúde, lazer e previdência. Essa conta não está fechando e a maioria dos negócios não consegue oferecer essa porta de acesso à uma vida independente para as pessoas que se empenham em manter os mesmos.


É pela porta dos fundos que colocamos pessoas na estrutura?

O grande desafio da nossa sociedade está em oferecer esse acesso à uma qualidade de vida digna, dessa que qualquer um desejaria oferecer às pessoas que amamos (mesmo que essa pessoa seja apenas você).

Suprimir as pessoas, impedindo elas de atuarem em suas áreas de habilidade de forma plena, empurrando uma ideia de “subempregos” aos mais “desavisados” não tem se demonstrado inteligente.


Estudar é preciso mas educar mais ainda!

Por Fabiana Batista

Designer, Empreendedora que está em um relacionamento intenso com a vida e suas nuances.

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